Eu tento escrever menos, tento escrever sobre pessoas ou sobre qualquer situação da vida, mas é quase impossível diminuir o ritmo que te escrevo, descrevo, agradeço... Tenho tantas razões pra continuar a te escrever. Nesse entardecer (ou qualquer entardecer) o meu coração literalmente acelera e eu entendo que você me chama e me mostra, quase como numa pintura, esse pôr-do-sol que me permite contemplar mais um dia maravilhoso indo embora e nele tudo de ruim e de bom também. Mas mais do que isso olhar pra um céu assim... me traz saudade de alguém que eu nunca vi, me da um enorme desejo de vê-lo logo, de abraçar, de ter pra mim, bem de pertinho, aquele que nele habita tudo que me faz falta justamente porque só existe nele. Tudo que amo e desejo está completamente nele. Só quero ver esse rosto de amor, iluminado e cheio de paz como um belo entardecer...
Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente. [Gênesis 2.18] Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trat...
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