Pra um coração ansioso só o apagar das luzes o faz descansar em paz. Então assim o fiz. Apaguei as luzes e estou aqui escrevendo como uma pseudo "poetisa" que não conhece de regras, mas fala o que vem do coração. Ah, o coração... No Meu cabe tanta gente, tanta lembrança, tanta música, tanto poema, tanto cheiro, tanta palavra, tanto abraço... Tanto de tanta coisa que chega uma hora desses ele não quer descansar, ele quer sentir, pulsar, entrar no clima e amar. Meu coração ama bem, ama muito, amo tanto de tanta gente, ama tanto de tanta coisa. Ama apaixonado e profundamente, ama fazendo zuada, ama no silêncio também. E quando ele está assim inquieto querendo viver, não me deixando dormir, não posso interrompê-lo e dizer: "ei, coração! Faça o favor de deixar de amar para que eu possa dormir." Não posso mesmo fazer isso! Se o que mais peço é que esse coração ame muito você. Ame muito todo mundo que está do lado de dentro e de fora, e ao redor, e que há de vir, e que irá embora também. Eu amo esse meu coração que nem sequer descansa.
Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente. [Gênesis 2.18] Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trat...
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