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a insaciabilidade da alma (da minha alma...)

Em um mês podemos ser tomados de um turbilhão de sentimentos sobre uma coisa somente. Por isso eu gosto muito de escrever. Porque quando olho para quatro meses atrás me vejo outra, a que eu realmente devo ser. Então, me analiso e peço a Deus para que ele preencha minha alma e meu espírito das faltas que só existem quando ele não está presente.
Amo muito o trecho do texto "Angústias da alma" do Pr. Ed René Kivitz que diz:

"Alma é o conjunto indissociável formado pelo corpo e o espírito humano: pó da terra + fôlego da vida = alma vivente, conforme o Gênesis, livro da Bíblia Hebraica que narra a origem da raça humana. As angústias da alma implicam, portanto, um inevitável estado de excitamento diante de incontáveis possibilidades, tanto para o corpo quanto para o espírito: a dança da alma diante do efêmero e o eterno, o singelo e o sublime, o animal e o divino, a terra e o céu, que se entrelaçam numa unidade de mútua afetação, pois o que o corpo experimenta toca o espírito e o que o espírito penetra faz tremer o corpo."

Diante de tantos sentimentos que nos afetam, nesses incontáveis toques de coisas e pessoas e emoções, eu corro pra os braços do pai, nas "infinitas possibilidades no meu quarto de oração", local e atitude que parecem ser simples, mas requerem um esforço monstruoso, porque, na maioria das vezes, eu quero mesmo é me render, decidir e dizer sim para as minhas vontades, viver minhas revoltas, ser "feliz" do meu jeito. Nesses momentos eu estou vestida de minha alma que me diz o que não é melhor pra mim. A minha alma é vestida de amor, toque, profundidade... ela sabe que existe isso em Deus, mas o orgulho a impede. Nestes momentos eu tenho que parar, pensar e orar. Me entregar e só. Tudo passa. E isso também vai passar em Deus.

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