Meu Jesus, Eu nem sei se meu nome me serve mais, o medo tem me definido. Eu cheguei a uma conclusão: eu não te conheço. Como dizer que te conheço se luto contra tua vontade? Se tenho medo dos teus caminhos, se vejo pessoas desejarem o céu que eu não sinto nada? Talvez tantas pessoas sintam o mesmo, mas acontece que me sinto sozinha nisso. Eu olho tantas vezes pra o céu e espero ansiosa pela expectativa de um dia sentir saudade do que ainda não vi, nem vivi. Espero ansiosa pra não ter mais medo, pra ter a certeza de que lá é melhor do que aqui, de que tudo que você faz é pra meu bem, do dia que serei madura pra enfrentar essa vida e suas aflições. Mas até então tenho esmurrado as paredes da minha alma, continuo te buscando, mas estou um caco. Eu só tenho meus pedaços pra te oferecer. Só tenho feito pedidos, só tenho te entregado medos e perguntas, só tenho conseguido clamar socorro e misericórdia. Acho que chegou o dia que me sinto verdadeiramente precisando que o senhor faça urgente algo do qual eu não vou conseguir sozinha. Eu quero desistir muitas das vezes por me sentir indigna e incapaz, mas eu vou continuar oferecendo o que eu tenho na esperança do dia em que vou olhar pra trás e já vou estar crendo de modo diferente. Me ajude a te amar, a te obedecer, a te conhecer. Eu tenho certeza que aquele que começou a boa obra em minha vida é fiel pra cumprir até à volta de Cristo.
Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira que lhe seja suficiente. [Gênesis 2.18] Venho me perguntando o que faz as pessoas optarem pelo casamento se contam com outras alternativas para a vida a dois. A justificativa mais comum para o casamento é o amor. Mas devemos considerar que amor é uma experiência cuja definição está em xeque não apenas pela quantidade enorme de casais que “já não se amam mais”, como também pelo número de pessoas que se amam, mas não conseguem viver juntas. Talvez por estas duas razões – o amor eterno enquanto dura e o amor incompetente para a convivência – nossa sociedade providenciou uma alternativa para suprir a necessidade afetiva das pessoas: relacionamentos temporários em detrimento do modelo indissolúvel. Mas, mesmo assim, o número de pessoas que optam pelo casamento em sua forma tradicional, do tipo “até que a morte vos separe” cresce a cada dia. Acredito que existe uma peça do quebra cabeça que pode dar sentido ao quadro. Trat...
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