Quando você chora lá fora eu choro por dentro.
Tudo que você vem lavar esbarra em meus pés.
Além de trazer todo o lixo da rua, você deixa tudo escuro, sem cor, angústia pura.
O vento não canta, tudo fica parado, sem graça e vazio girando em torno de você que vira e mexe quer me confrontar, me alinhar de qualquer forma.
Toma-me em teus braços e aí estarei segura. Sussurra meu nome, da-me o teu beneplácito ou tua rejeição, um vislumbre, um vento, uma melodia, mas da-me... da-me qualquer coisa tua e estarei satisfeita. Como perfume aos teus pés, como cachorro a lamber os restos, como mendigo a pedir esmola... eu quero qualquer coisa tua. Qualquer pouco seu é demasiadamente grande pra mim. Não saberei me conter com teu pouco.
Comentários
Postar um comentário